Banco Central publica ações de integridade para servidores em meio à tensão do caso Master

Banco Central publica ações de integridade para servidores em meio à tensão do caso Master

captura de tela 2026 04 30 112320
Ouça essa matéria:

Matéria original/imagem: Extra Servidor

O Banco Central (BC) divulgou, nesta quinta-feira (dia 7), o Plano de Integridade para o ciclo 2026-2027, que reafirma a integridade como um dos valores centrais da instituição, pautada na ética, transparência e interesse público. As diretrizes estão alinhadas ao Plano Estratégico Institucional do BC e trazem 11 ações de integridade e regras para a conduta de seus servidores.

Entre as ações de integridade para servidores, o plano deste biênio prevê a realização de ações para informar sobre conduta ética, a revisão do Código de Conduta dos Servidores do Banco Central do Brasil (CCBCB), a prevenção de conflito de interesses, e a divulgação da Cartilha de Comportamentos Esperados.

As ações têm como objetivo “sensibilizar a comunidade do BC quanto as cautelas a serem empregadas nas interações interpessoais durante o período eleitoral”, mas também oferecer orientações a esses servidores para prevenir conflito de interesses “no exercício de atividades profissionais paralelas por meio de cartilha” e “promover maior conhecimento dos deveres e proibições a que estão sujeitos os servidores” do BC.

A publicação do documento ocorre em meio ao desenrolar do Caso Master, no qual dois servidores do BC estão entre os suspeitos: o ex-diretor de Fiscalização Paulo Souza e o ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária Belline Santan. Eles foram afastados administrativamente após uma investigação interna mostrar que eles receberam “vantagens indevidas”, o que eles negam.

Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou também o afastamento no âmbito judicial após a Polícia Federal apontar que os dois atuavam como “consultores informais” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, dentro do BC. Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

As suspeitas teriam provocado um processo de “luto” na instituição, conforme afirmou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em março.

Outros eixos temáticos

O plano traz, no geral, 36 ações, distribuídas em sete eixos temáticos, que incluem, para além da ética, transparência, comunicação e treinamento, práticas de integridade nos processos de trabalho, tratamento de denúncias, responsabilização e monitoramento contínuo.

Segundo o BC, o documento “dá especial atenção ao avanço na adoção de medidas de tratamento a riscos de integridade, à capacitação de servidores, ao aprimoramento do tratamento de denúncias, ao fortalecimento dos procedimentos de responsabilização e à incorporação de ações voltadas à diversidade, equidade, inclusão e ao enfrentamento do assédio e da discriminação”.

A integridade, de acordo com a instituição, é pautada juntamente com a cooperação, foco em resultados, diversidade, sustentabilidade, empatia, excelência e abertura para mudanças. No anúncio do Plano, o BC afirma que a qualidade “vem sendo fortalecida por meio de uma governança sólida e da implementação de políticas institucionais relevantes, como a atualização da Política de Transparência do Banco Central e da Política de Conformidade (Compliance)”.

Afirma ainda que, nesse contexto, a gestão da integridade, orientada pelo interesse público e respeito aos direito, abrange a prevenção, detecção, responsabilização e a remediação de fraudes e atos de corrupção.

O Programa de Integridade do BC foi instituído em 2018 e é coordenado pelo Comitê de Integridade do Banco Central do Brasil (CIBCB). O Plano de Integridade, por sua vez, é publicado a cada dois anos.

Compartilhar

Nóticias recentes

plugins premium WordPress