Comunicação corporativa: 5 passos para melhorar a oratória no ambiente de trabalho

Comunicação corporativa: 5 passos para melhorar a oratória no ambiente de trabalho

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Matéria original/imagem: Você RH

O excesso de informação e a baixa objetividade no ambiente corporativo reduzem o foco, prejudicam a tomada de decisões e geram esgotamento profissional. É o que afirma um estudo da Harvard Business Review, que recomenda simplificar os canais de comunicação, priorizar mensagens diretas e filtrar dados irrelevantes para mitigar esses impactos. Essa organização, porém, é o principal problema para garantir a transmissão clara de um conhecimento, de acordo com Fabiana Bertotti, especialista em oratória. “As pessoas têm repertório, têm experiência, dominam seus assuntos, mas, na hora de falar, não conseguem estruturar isso de maneira que o outro compreenda com facilidade”, afirma.

No cotidiano, esse padrão aparece em reuniões, apresentações e conversas decisivas, onde ideias consistentes acabam diluídas por falas desorganizadas. “Isso impacta diretamente a forma como competência e credibilidade são percebidas. E a comunicação, nesse contexto, deixa de cumprir sua função central, que é gerar entendimento”, explica, ressaltando que a mensagem falha quando não é clara, independentemente da qualidade do conteúdo.

A seguir, a especialista recomenda 5 passos para melhorar a comunicação e a oratória em ambientes profissionais:

1-Organize o pensamento antes de falar: estruturar a ideia principal, assim como o caminho lógico que será percorrido é o que garante objetividade. “A clareza não nasce quando você fala, ela começa antes, na forma como você organiza o que quer dizer”.

2-Construa a narrativa: em vez de apresentar informações soltas, é necessário encadear ideias de forma coerente, criando um fluxo que facilite a compreensão. “A narrativa dá sentido à comunicação”, explica Fabiana. “Sem isso, a fala vira uma sequência de informações desconectadas”. Além disso, esse encadeamento ajuda a prender atenção e aumenta a retenção da mensagem.

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3-Mantenha a presença enquanto fala: mais do que postura ou entonação, aqui, trata-se da capacidade de transmitir segurança e coerência entre discurso e atitude. Para a especialista, isso altera diretamente a forma como a mensagem é recebida. “Quando existe presença, a fala ganha força. As pessoas passam a escutar com mais atenção e atribuem mais valor ao que está sendo dito”.

4-Ajuste a linguagem do dia a dia: vícios de fala, repetições e insegurança verbal enfraquecem a mensagem e reduzem seu impacto. Ajustar a comunicação, segundo ela, não significa torná-la artificial, mas mais consciente e precisa. “A linguagem precisa servir à ideia, não competir com ela”.

5-Defina o posicionamento: essa etapa, que completa o conjunto de habilidades, envolve clareza sobre o que se quer comunicar e qual o espaço se deseja ocupar em determinado contexto. Na visão de Fabiana, essa definição orienta escolhas e dá intencionalidade à fala. “Quando há posicionamento, a comunicação deixa de ser reativa e passa a ser estratégica”, conclui.

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