Entrar para o serviço público é assumir uma missão que vai muito além do desempenho individual. É integrar uma rede de responsabilidades que garante direitos, fiscaliza recursos e sustenta o próprio funcionamento do Estado. Nesse contexto, a juventude que chega aos Tribunais de Contas e a outras instituições carrega consigo uma dupla tarefa: a de se desenvolver profissionalmente e a de compreender o valor da organização coletiva.
Uma geração que precisa se engajar
Os servidores que ingressam hoje encontram um cenário diferente daquele de décadas passadas. Se antes muitos direitos eram consolidados, hoje vemos um ambiente em que conquistas históricas estão sob constante ataque. Propostas de reformas administrativas e previdenciárias surgem de tempos em tempos, sempre mirando a redução de garantias que foram duramente conquistadas.
Isso significa que os novos servidores não podem se dar ao luxo da neutralidade. O futuro das carreiras públicas depende do engajamento de quem chega agora. Filiação e participação sindical não são apenas escolhas pessoais: são atos de responsabilidade coletiva, fundamentais para que haja força na defesa da categoria.
A importância de respeitar e fortalecer os sindicatos
É natural que muitos recém-ingressos vejam o sindicato apenas como uma instituição distante, que atua “lá em cima” em negociações. Mas a verdade é que o sindicato só tem legitimidade se os servidores acreditam e participam dele. Mais filiados significam mais representatividade e maior capacidade de pressionar governos e parlamentos.
Respeitar e fortalecer os sindicatos é respeitar também a própria história da categoria. Nenhum reajuste, nenhum direito previdenciário, nenhuma política de valorização surgiu por vontade espontânea do poder público. Tudo foi resultado de luta, mobilização e insistência.
União entre gerações: uma ponte necessária
Os aposentados carregam a memória das batalhas já vencidas. Os servidores mais antigos conhecem os bastidores das negociações. Os jovens trazem energia, novas ideias e disposição para reinventar estratégias de mobilização. A força sindical nasce justamente dessa união entre gerações. Quando cada grupo se isola, todos perdem. Quando caminham juntos, todos ganham.
Um convite à juventude do serviço público
Aos novos servidores, fica o convite: olhem para o sindicato não como um acessório, mas como parte da sua vida profissional. A filiação, é um investimento no futuro da sua carreira e na continuidade de um serviço público forte, estável e respeitado.
O fortalecimento sindical depende da sua participação. E, mais do que nunca, o serviço público precisa da juventude para garantir que os direitos de hoje não se tornem apenas lembranças amanhã.