Matéria original/imagem: Pública Central dos Servidores
Nesta quinta-feira, 22 de outubro, a Pública Central do Servidor, junto com as demais centrais sindicais, assinou uma nota alertando sobre os graves riscos econômicos e sociais do corte orçamentário de R$ 200 bilhões, o chamado “tesouraço”, proposto pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O posicionamento baseia-se no estudo Cenários do Tesouraço: efeitos sobre a economia e o mercado de trabalho, elaborado pelo DIEESE a pedido das centrais. O levantamento aponta que um ajuste dessa magnitude exige cortes nas maiores despesas, como gastos com pessoal e transferências de renda, além de mudanças constitucionais que ameaçam a valorização dos servidores públicos, os benefícios sociais e os pisos de saúde e educação.
Segundo o DIEESE, o impacto no primeiro ano provocaria retração de 1,55% no PIB, eliminação de 2,2 milhões de empregos e queda de R$ 46,8 bilhões na arrecadação tributária. Na prática, a retração econômica consumiria cerca de 40% da economia prevista com os cortes, gerando uma espiral de crise sem resolver o problema da dívida pública.
Ao assinar o documento, a Pública reforça que a responsabilidade fiscal deve servir ao desenvolvimento nacional, e não justificar a retirada de direitos para favorecer o sistema financeiro.
Confira abaixo a íntegra da Nota: