O mês de março convida à reflexão sobre a trajetória de luta das mulheres por direitos, reconhecimento e igualdade. Mais do que uma data comemorativa, o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, representa um marco histórico que lembra conquistas importantes, mas também evidencia desafios que ainda permanecem presentes na sociedade.
Apesar dos avanços nas últimas décadas, mulheres continuam enfrentando desigualdades estruturais em diferentes espaços sociais, profissionais e institucionais. Questões como violência de gênero, desigualdade salarial, baixa representatividade em posições de liderança e sobrecarga decorrente da dupla jornada ainda fazem parte da realidade de muitas mulheres.
No serviço público, esse debate também é fundamental. As instituições públicas são responsáveis por formular, executar e fiscalizar políticas que impactam diretamente a vida da população, inclusive no enfrentamento à violência contra a mulher e na promoção da igualdade de oportunidades. Nesse contexto, servidoras públicas exercem papel essencial tanto na construção quanto na implementação dessas políticas.
Ao mesmo tempo, a presença feminina no setor público tem contribuído para ampliar perspectivas, qualificar o debate institucional e fortalecer a atuação do Estado em áreas sensíveis como assistência social, saúde, segurança pública e justiça. Ainda assim, desafios relacionados à representatividade e à valorização das mulheres nos espaços de decisão continuam sendo pauta importante.
O fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres depende, entre outros fatores, do compromisso institucional com a promoção da igualdade e do diálogo entre diferentes setores da sociedade. Por isso, espaços de debate, formação e articulação entre instituições públicas e entidades representativas têm papel relevante nesse processo.
Nesse contexto, Curitiba sediará, nos dias 18 e 19 de março, no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), o 3º Encontro CONACATE Mulher, evento que terá como tema central “Violência contra a Mulher — a mudança para um futuro seguro”.

O encontro reunirá especialistas, servidoras e servidores públicos, representantes de entidades, pesquisadores e interessados no tema para discutir diferentes dimensões da violência de gênero e os desafios institucionais no enfrentamento desse problema. A programação prevê palestras e painéis sobre o panorama nacional da violência contra a mulher, violência política e institucional, desafios do sistema de justiça e iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica.
Além das discussões técnicas, o evento também busca fortalecer a articulação entre instituições e ampliar o debate sobre estratégias capazes de produzir mudanças concretas na proteção das mulheres. Ao final do encontro, será apresentada a Carta de Curitiba, documento que reunirá reflexões e propostas construídas ao longo das atividades.
O evento é aberto a servidoras e servidores públicos, pesquisadores, estudantes, representantes do terceiro setor e demais interessados na temática. A participação é gratuita e os participantes que acompanharem pelo menos 70% da programação receberão certificado digital.
Ao longo do mês de março, iniciativas como essa reforçam a importância de manter o debate sobre os direitos das mulheres presente na agenda institucional. Mais do que reconhecer conquistas, trata-se de reafirmar o compromisso coletivo com a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária.