Matéria: Mosap
Com plantão permanente na Câmara dos Deputados, acompanhamento da agenda na Paraíba e visitas às bases estaduais, o Instituto concentra esforços para obter a decisão do presidente Hugo Motta. Caso ela não venha antes do pleito, a mobilização seguirá até o limite do prazo regimental.
Brasília, 21 de setembro de 2026. Nas semanas que antecedem as eleições gerais, o Instituto Mosap reuniu todas as suas frentes de atuação em torno de um objetivo: obter do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), a decisão pelo apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2006. As duas propostas tratam da extinção da contribuição previdenciária cobrada de servidores públicos aposentados e pensionistas.
O momento exige mobilização máxima, e a direção do Instituto respondeu com o que pode ser chamado de verdadeira operação de guerra. O presidente Edison Guilherme Haubert, a assessoria parlamentar e os dirigentes atuam simultaneamente em Brasília, na Paraíba e nos estados.
Uma trajetória sem pausas
A ofensiva atual não começou agora. Ao longo de todo o ano, o Mosap manteve a pauta em evidência, sem interrupção, no Parlamento e no Poder Executivo.
Em junho, o Instituto divulgou carta aberta que registrava 336 requerimentos de apensamento e denunciava mais de duas décadas de uma cobrança que penaliza quem já contribuiu por toda a vida funcional. Em agosto, o 20º Encontro Nacional do Mosap levou dirigentes de todo o país às ruas de Brasília em caminhada. Ao final, a comitiva foi recebida pela Secretaria-Geral da Presidência da República.
Na sequência, a assessoria encaminhou lembretes aos líderes partidários para que reforçassem, junto à Presidência da Câmara, o pedido de apensamento. Em 31 de agosto, o presidente Haubert esteve pessoalmente na Câmara. Na ocasião, entregou aos líderes partidários e à chefia de gabinete da Presidência da Casa a Carta de Brasília, as notas técnicas e o estudo atualizado sobre o impacto fiscal da medida. O Instituto também acompanhou de perto o esforço concentrado realizado entre 31 de agosto e 3 de setembro.
Plantão permanente na Presidência da Câmara
A primeira frente da ofensiva atual é o plantão na Câmara dos Deputados. Uma equipe da assessoria parlamentar está presente todos os dias na Presidência da Casa e em suas dependências. O presidente Haubert integra o grupo sempre que está em Brasília. A equipe acompanha a agenda do presidente Hugo Motta para aproveitar cada oportunidade de levar a pauta diretamente a ele.
O trabalho se apoia em interlocução diária com a assessoria e a chefia de gabinete da Presidência, além de contato permanente com as equipes que acompanham o presidente da Casa em seus deslocamentos. Essa presença constante garante que o tema continue no radar da Presidência em meio à intensa agenda do período eleitoral.
Acompanhamento da campanha na Paraíba
A segunda frente acompanha o cenário eleitoral na Paraíba, estado natal e base política de Hugo Motta. O Instituto também acompanha a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado Federal. O objetivo é viabilizar encontros com ambos durante a agenda de campanha, apresentar a causa de aposentados e pensionistas e reiterar o pedido de apensamento.
Até o fim de setembro, antes do primeiro turno, a presença do Mosap na Paraíba será intensificada como etapa final da estratégia.
Entre as ações em estudo para a reta final, a diretoria do Mosap delibera a instalação de painéis publicitários em João Pessoa, em Patos, cidade natal de Hugo Motta, e em Brasília. As peças seriam dirigidas diretamente ao presidente da Câmara, cobrariam o apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2006 e trariam uma mensagem clara: servidores públicos aposentados, pensionistas e também os da ativa acompanham de perto a sua atuação e dela se lembrarão. Paralelamente, o Instituto prevê mobilizar servidores públicos para distribuir, nos comícios de Hugo Motta e de sua família, folders que expliquem a causa e reiterem o pedido de apensamento. A proposta é que a mensagem de quem aguarda há mais de duas décadas pelo fim dessa cobrança chegue também às ruas e às praças da Paraíba.
O presidente nas bases
A terceira frente é conduzida pessoalmente pelo presidente Edison Haubert. Há mais de dez dias fora de Brasília, ele percorre os estados em agenda de articulação com parlamentares que apoiam o apensamento. Já passou pelo Espírito Santo, por São Paulo e pelo Rio de Janeiro. Em cada visita, o pedido é o mesmo: que os parlamentares reforcem, junto à Presidência da Câmara, a manifestação que já formalizaram por escrito.
O apoio é expressivo. Atualmente, mais de 340 requerimentos de apensamento foram apresentados por deputados de diferentes partidos e de todo o espectro político. O número revela um grau de convergência raramente visto no Congresso Nacional e reforça a legitimidade do pleito.
Compromisso até o último prazo
O Instituto Mosap tem empenhado todos os seus esforços para que o apensamento seja efetivado antes das eleições. A direção, no entanto, deixa claro que a luta não se encerra no calendário eleitoral. Se a decisão não ocorrer nas próximas semanas, a mobilização continuará, com a mesma intensidade, até a data limite para o arquivamento da PEC 555/2006, ao término da atual legislatura.
“O Mosap não parou um único dia e não vai parar agora. Aposentados e pensionistas merecem uma resposta, e vamos buscá-la até o último prazo”, afirma o presidente do Instituto, Edison Guilherme Haubert.
O Instituto continuará utilizando todos os caminhos democráticos e institucionais disponíveis para buscar essa decisão. A proximidade do pleito não diminuiu a mobilização. Ao contrário, fez com que o Mosap intensificasse sua presença em Brasília e nos estados, procurando transformar o amplo apoio parlamentar já conquistado em uma providência concreta da Presidência da Câmara.