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Campanha entra na última semana e candidatos lutam para se aproximar de Ratinho

  • 04 de outubro de 2018

Pesquisa mais recente do Ibope aponta possibilidade de 2º turno, mas opositores do deputado estadual precisam crescer

Os quatro principais candidatos ao governo do Paraná têm agendas apertadas na última semana da campanha. Ratinho Junior (PSD), Cida Borghetti (PP), João Arruda (MDB) e Dr. Rosinha (PT) , além de Professor Piva (PSol), vão se encontrar na terça-feira (2) no debate da RPC , às 22h. Também irão percorrer diferentes locais do interior e da capital em busca de votos para fechar o pleito no 1º turno (caso do ex-secretário de Desenvolvimento Urbano) ou levar a disputa ao 2º turno (caso dos opositores).
 
A projeção leva em conta a pesquisa Ibope* divulgada na última quinta-feira ( 27). No cenário mais recente, Ratinho aparece na liderança com 44% das intenções de voto – e 54% no quadro de votos válidos –, contra 17% de Cida, 10% de Arruda e 6% do candidato do PT. A margem de erro deixa em aberto qualquer previsão de turno único.
 
O deputado estadual Ratinho Jr. lidera as intenções de voto e tem reagrupado forças para levar as eleições já no próximo dia 7. Ele aplicou R$ 1 milhão na campanha (1/4 nos últimos 15 dias) e contou com polpuda colaboração do pai, o apresentador Carlos Massa (Ratinho), que ajudou com R$ 700 mil. A própria equipe de marketing trabalha nas redes sociais com esse cenário em uma contagem regressiva para o 1º turno.
 
O deputado deve concentrar a campanha dos últimos dias em Curitiba e na região metropolitana. Na capital, ele alcança 36% das intenções de voto, seu pior índice em qualquer estratificação do Ibope (sexo, idade, escolaridade, renda, religião, raça/cor e condição de muncípio). Ao longo da campanha e da pré-campanha, o candidato visitou mais de 200 cidades e realizou eventos em 35 municípios de médio e grande porte.
 
Já a governadora Cida Borghetti deve ampliar a divulgação da campanha nas redes sociais e no boca a boca no interior. Ela já aplicou R$ 755 mil em impulsionamentos no Facebook e é uma das recordistas nesse quesito em nível nacional. A candidata do PP deve percorrer 13 cidades do interior entre quarta e quinta-feira (como Guarapuava, Pato Branco, Umuarama, Cianorte, Paranavaí, Cornélio Procópio, Toledo e Foz do Iguaçu) e fazer campanha na região metropolitana de Curitiba na sexta-feira.
 
Ela também destaca que o governo é aprovado por 65% dos eleitores, de acordo com o Ibope, e aposta em uma “arrancada” para o segundo turno. Cida também precisa melhorar os votos entre os eleitores com mais renda, homens e católicos, segundo o Ibope. A governadora já visitou 45 cidades neste mês de campanha.
 
A direção nacional do PP já doou mais de R$ 7 milhões para Cida, ou 77,3% do que a legislação eleitoral permite no 1° turno (R$ 9,1 milhões).
 
João Arruda deve continuar a bater na tecla de que é o único candidato de oposição. Ele citou no debate televisivo da RIC que, numa eventual “separação de lados” na cabeça do eleitor, representa o ataque ao ex-governador Beto Richa (PSDB) e Cida e Ratinho, a “continuidade”. E que nesta reta final a “campanha começa de verdade” com chance dele se tornar mais conhecido. “Na campanha, eles [Ratinho e Cida] empurram o Richa para o rio e se apresentam como renovação, vestem máscaras de oposição, de independência. Mas não são”, afirmou, logo após o debate.
 
Arruda vai focar a campanha em Curitiba ao longo da semana com caminhadas, panfletagem e boca a boca. Ele também deve contar com apoio mais explícito do senador Roberto Requião (MDB), seu tio, que já usa o seu espaço no horário eleitoral gratuito do Senado para pedir voto a Arruda. Nas redes sociais deve reforçar a campanha em pautas que atingem o bolso do eleitorado paranaense.
 
Dr. Rosinha tem a estrutura mais enxuta de campanha entre os favoritos e aposta na campanha de rua, principalmente pela capital. No Facebook, a equipe tenta aproximar o candidato do eleitorado com memes e vídeos que têm potencial de viralizar em aplicativos de mensagens instantâneas, além de programas que citam o ex-presidente Lula (PT). De acordo com o Ibope, o candidato ainda precisa encontrar fôlego entre homens, eleitores com mais de 40 anos, evangélicos e de baixa escolarização.
 
Expectativa para o debate
Ratinho Junior (PSD): Certamente será a vidraça no encontro da RPC, mais uma vez. No último debate, na RIC, foi atacado por Arruda (pela proximidade com Beto Richa, o pedágio e o 29 de abril), Piva (pela relação com Richa), Dr. Rosinha (pelo apoio de Bolsonaro) e Cida (pela promessa de redução de pastas). Logo após a roda de inquirições, disse que os adversários representam a “velha política da agressão” e que reagiu apenas pela “defesa da honra”, mas que busca ser mais propositivo. Também refutou a proximidade com Beto Richa. “Se eu quisesse ser o sucessor, teria sido vice lá atrás. Eu quero um projeto novo, independente, com uma nova metodologia de trabalho.”
 
Cida Borghetti (PP): Cida não tem o estilo de ir para o confronto direto com os adversários, muito menos com Ratinho. Ela também deve apelar mais uma vez para as realizações do governo nos últimos meses como a criação da Divisão de Combate à Corrupção e o acerto com os caminhoneiros depois da greve que paralisou o país em maio. Depois do encontro da RIC, a candidata também tentou se descolar da imagem de Beto Richa. “Eu tomei a coragem de pedir a expulsão do Beto Richa da minha chapa, com bastante clareza.” Apesar da atitude, a afirmação não tem impacto na prática. Mas esse pode ser o último ato da sua campanha, o que pode forçar um perfil mais enfático.
 
João Arruda (MDB): O deputado federal não tem nada a perder e deve empurrar o ônus do governo Richa para o colo de Ratinho. Na mesma onda, pode atacar Cida Borghetti pela “passividade” diante dos escândalos que envolvem o ex-governador. No debate da RIC, no entanto, ele não foi incomodado com o apoio a Michel Temer (MDB) e desta vez pode se ver obrigado a sair um pouco do discurso de oposição.
 
Dr. Rosinha (PT): Rosinha não tem perfil de ataque e tentou nacionalizar o último debate ao citar as polêmicas de Jair Bolsonaro (PSL) e a herança de Lula. E também disse que os governantes dos estados serão reféns de um “modelo econômico limitado”. Mas como essa será a última aparição dos candidatos na TV sem a roupagem do marketing, Rosinha pode tentar atacar mais os oponentes que trabalharam no governo Richa para engrossar o discurso de oposição.
 
Metodologia
*Pesquisa realizada pelo Ibope de 24/set a 26/set/2018 com 1.204 entrevistados (Paraná). Contratada por: SOCIEDADE RADIO EMISSORA PARANAENSE SA / TV PARANAENSE, REDE PARANAENSE . Registro no TSE: PR-07128/2018. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Confiança: 95%. OBS: A pesquisa está sendo impugnada por representação eleitoral em razão de alegadas discrepâncias técnicas concernentes à estratificação do eleitorado.

 

Fonte: Gazeta do Povo

   
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